[DADOS] MULHERES NO UNDERGROUND BRASILEIRO

Quando falamos das mulheres em bandas no underground brasileiro, não estamos falando de um estereótipo fechado, sintético. Falamos de mulheres, de diversidade de estilos de vida e realidades distintas. As facilidades e as dificuldades variam de acordo com o recorte que se for feito e cada peculiaridade precisa ser analisada isoladamente, para que possamos ter uma perspectiva mais realista do contexto geral.

Para entender quem são essas mulheres e como atuam, vamos divulgar infográficos com a mensuração de dados das 400 bandas que publicamos em nossa página no período de março de 2017 à abril de 2018. Reiteramos que a pesquisa não representa a totalidade das bandas que possuem mulheres no país, e, sim, a amostra de todas que foram indicadas pela UMU.

Nesse primeiro momento, apresentamos as informações de demografia. Ou seja, onde estão as bandas com mulheres no Brasil, quantas bandas compostas somente por mulheres há em cada região e quais são os estados com maior percentual de presença de mulheres em bandas.

INFOGRÁFICO UMU
* Não foi possível identificar a localidade de três, das 400 bandas analisadas.

Diante dos dados apresentados acima, notamos que a maior parte das bandas com mulheres está centralizada no Sudeste (60%), principalmente no estado de São Paulo e em sua capital. Quando afunilamos a pesquisa, notamos que apenas 18,25% do total são de bandas compostas apenas por mulheres. Dessas, 61,6% estão concentradas no Sudeste, seguidas por 16,4% no Nordeste.

O entendimento demográfico, nos traz algumas perguntas: Por que o Sudeste é a região que possui mais bandas com mulheres em sua formação? Por que o Norte é o que possui menor participação? O índice de bandas composta somente por mulheres é considerado baixo, se comparado ao de bandas compostas apenas por homens. O que fazer para reverter essa situação? Existe um intercâmbio de divulgação de bandas entre as regiões? Como ajudar a fortalecer a presença das mulheres em locais que os índices são mais baixos? Quais são as melhores práticas que podem ser reproduzidas?

Começar a se discutir essas questões, é o primeiro passo. Nos próximos infográficos, traremos uma análise mais qualitativa sobre os dados coletados, como a função desempenhada pelas mebros mulheres; tempo de estrada, se possuem material gravado; das que possuem, quais as plataformas mais utilizadas para divulgação dos trabalhos; entre outros.

Quer saber algo em específico? Envie sua dúvida pra gente, que tentaremos pesquisar e responder com base nas nossas publicações.

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